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Superar a crise política está no centro da agenda necessária para a indústria brasileira

Superar a crise política, criar uma estratégia de longo prazo de investimentos em infraestrutura, negociar acordos comerciais e aumentar a segurança jurídica foram as principais medidas apontadas por empresários e economistas durante debate no primeiro dia do 10º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) até esta quinta-feira (12), em Brasília.

“Enquanto não forem atacados os problemas estruturais do Brasil, tudo será remedinho. E está na hora de cirurgia. Ou fazemos o que tem que ser feito, ou não vamos resolver absolutamente nada”, afirmou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, destacou que o país precisa de um “grande entendimento político”, pois “a política tem atrapalhado nossa economia”. “A crise política atrapalha qualquer tentativa de superar a crise econômica”, resumiu o economista-chefe da LCA Consultoria, Bráulio Borges.

O debate incluiu ainda a defesa de uma política de longo prazo de investimentos em infraestrutura. Na opinião de Bráulio Borges, o governo reconheceu tardiamente que os investimentos têm que ser feitos pelo setor privado. O economista defendeu a criação de um órgão central para planejar a infraestrutura do país.

Mas, na opinião dos debatedores, para incentivar os investimentos, é preciso aumentar a segurança jurídica do país. “Uma empresa que tenha a opção de fazer investimentos em várias partes do mundo vai preferir não lidar com a mudança freqüente das regras do jogo como ocorre no Brasil”, garantiu Barbato.

ACORDOS COMERCIAIS – Os empresários defenderam que o país deve negociar acordos bilaterais e assumir o protagonismo do Mercosul. “Não se pode falar em abandonar o bloco e nem sair por aí fazendo acordos bilaterais de forma inocente. Mais do que discutir a relação com o Mercosul, precisamos colocar os parceiros no lugar deles e o Brasil assumir a condição de protagonista que ele deve ter”, disse o presidente e CEO da Siemens, Paulo Stark.

Mas é necessário partir para novas frentes, defendeu o vice-presidente da GM do Brasil, Marcos Munhoz. “Sou a favor do Brasil se integrar mais com o mundo. O Brasil está fora dos grandes acordos comerciais em negociação. Nos transformamos em uma grande ilha e a indústria não vive só de seu mercado interno”.

ENAI – O objetivo do ENAI, promovido pela CNI nestas quarta e quinta-feira (12), é discutir a crise econômica brasileira e os entraves ao aumento da competitividade. Durante os dois dias, os representantes da indústria vão debater com ministros, parlamentares, empresários e especialistas o tema “Brasil: ajustes e correções de rota”. O encerramento será feito nesta quinta-feira pelo ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, que vai proferir a palestra magna sobre a economia global pós-crise.

(Agência CNI de Notícias – 12/11/2015)

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