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Pelo 3º mês seguido, Brasil registra saída de dólares em julho

A saída de dólares superou o ingresso de recursos no Brasil em US$ 3,93 bilhões em julho, informou o Banco Central nesta quarta-feira (5). Foi o terceiro mês de retirada consecutiva de divisas da economia brasileira. Em maio, US$ 2,07 bilhões deixaram o Brasil e, em junho, outros US$ 4,69 bilhões saíram da economia.

Na parcial dos sete primeiros meses deste ano, informou o Banco Central, porém, ainda houve mais ingresso do que saída de valores, no valor de US$ 7,16 bilhões. Em igual período do ano passado, US$ 2,35 bilhões haviam ingressado no país.

Impacto no dólar

A saída de recursos registrada favorece, em tese, a alta do dólar. Com menos moeda norte-americana no mercado, seu preço tende, teoricamente, a ficar maior. No mês passado, de fato, o dólar subiu fortemente. No fim de junho, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 3,10, avançando para R$ 3,42 no fim de julho.

Além do fluxo de recursos, outros fatores também influenciam a cotação do dólar no Brasil. Entre elas, estão o comportamento da economia norte-americana, as sinalizações sobre a política monetária nos Estados Unidos, os indicadores da economia brasileira – que registraram desempenho ruim em 2014 – além de declarações de integrantes da equipe econômica e da oferta de contratos de “swap cambial” (que funcionam como venda de dólares no mercado futuro) pelo BC brasileiro, entre outros.

Retirada de estímulos nos EUA

Nos Estados Unidos, a expectativa dos analistas é de continuidade da retirada de estímulos à economia, que começa a dar sinais de recuperação. Em 2015, há previsão de que pode haver até mesmo aumento de juros nos Estados Unidos, o que tenderia a gerar retirada de dólares do Brasil, em direção aos EUA.

Indicadores da economia brasileira

Os indicadores da economia brasileira, que pioraram nos últimos anos e os fracos resultados dos últimos meses, também impactam a cotação do dólar no Brasil. As contas externas e, principalmente, as contas públicas tem exibido desempenho ruim.

No caso das contas públicas, o déficit nominal (após a contabilização dos juros da dívida pública) superou 8% do PIB em doze meses até junho – acima de boa parte dos países emergentes.

Recentemente, o governo admitiu que não conseguiria atingir a meta de superávit primário (esforço fiscal) de 1,2% do PIB, fixada em novembro do ano passado, e baixou o objetivo para 0,15% do PIB neste ano. Recentemente, a agência de classificação de risco Standard & Poors indicou que pode rebaixar a nota brasileira no futuro.

Swaps cambiais

Outro fator que influencia a cotação do dólar é a decisão do Banco Central de não renovar o programa de oferta diária de swaps cambiais (que funcionam como uma venda futura de dólares), que venceu no dia 31 de março. O programa vigorava desde agosto de 2013.

O Banco Central, no entanto, informou que está renovando os contratos que vencem a partir de 1º de maio, “levando em consideração a demanda pelo instrumento e as condições de mercado”. Segundo a instituição, os leilões de venda de dólares com compromisso de recompra “continuarão a ser realizados em função das condições de liquidez do mercado de câmbio”. O BC não tem renovado integralmente os vencimentos, o que tem colocado mais pressão sobre o dólar.

Os swaps cambiais são contratos para troca de riscos. O Banco Central oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda norte-americana. No vencimento deles, o BC se compromete a pagar uma taxa de juros sobre valor dos contratos e recebe do investidor a variação do dólar no mesmo período.

(G1 – 05/08/2015)

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