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Greve dos petroleiros afeta 5% da produção no Brasil, diz Petrobras

A Petrobras informou nesta terça-feira (17) que a greve dos petroleiros, iniciada em 29 de outubro, teve um impacto sobre a produção de petróleo da ordem de 100 mil barris por dia desde o dia 9 de novembro – o que equivale, segundo a estatal, a 5% da produção no Brasil.

Em comunicado divulgado ao mercado, a empresa aponta que a “redução na produção diária de gás natural foi de cerca de 1,5 milhão de metros cúbicos, ou 3% da disponibilidade ao mercado”. A nota reforça que “não há impactos no abastecimento do mercado”.

Segundo a Petrobras, 10 entre os 17 sindicatos da categoria aprovaram o encerramento da greve em suas regiões, seguindo a recomendação do dia 13 da Federação Única dos Petroleiros (FUP) para terminar a paralisação. A decisão foi divulgada dois dias depois de a Petrobras apresentar uma nova proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) aos petroleiros.

Na segunda-feira (16), o sindicato responsável pela Bacia de Campos, responsável atualmente pela produção de mais de 60% da produção brasileira de petróleo, afirmou que está entre os que decidiram manter a greve.

Produção em outubro

A Petrobras informou, também nesta terça-feira, que a sua produção média de petróleo e gás natural, no Brasil e no exterior, atingiu 2,76 milhões de barris de óleo equivalente por dia, o que representa um volume 1,6% acima do registrado em setembro.

Considerando apenas a produção de petróleo e gás natural no país, a média foi de 2,57 milhões de barris, um crescimento de 1,6% em relação a setembro. A produção de petróleo no Brasil foi de 2,1 milhões barris por dia, volume 2,1% maior do que o registrado em setembro.

“Este crescimento reflete a conclusão das paradas programadas para manutenção de grandes plataformas, realizadas em setembro”, justificou a empresa em nota.

A greve

A greve foi iniciada no dia 29 de outubro por cinco sindicatos que compõem a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). No dia 1º de novembro, uniram-se ao movimento os sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), incluindo o da Bacia de Campos.

A categoria pedia inicialmente reajuste salarial de 18%. No dia 11 de novembro, a Petrobras apresentou proposta de 9,53% nas tabelas salariais. Dois dias depois, a FUP recomendou o fim da greve.

A paralisação também protestava contra o plano de venda de ativos da estatal e buscava manter direitos dos trabalhadores, em meio às dificuldades financeiras da estatal.

Contrária ao plano de desinvestimentos na Petrobras, a FUP reivindicava interrupção do processo de terceirização em curso na empresa e a retomada dos investimentos no país.

“Respaldados pela greve, a FUP e os seus sindicatos buscaram junto à presidência da Petrobras o atendimento de outros pleitos considerados determinantes para a categoria. Nesta sexta-feira (13), a empresa formalizou em documento os pontos que foram discutidos com o presidente Aldemir Bendine”, informou a FUP em nota.

“As propostas elencadas na Pauta pelo Brasil para garantir a retomada dos investimentos e a preservação dos ativos da Petrobras serão analisadas em um grupo de trabalho técnico e paritário, formado por representantes da empresa e da FUP, que terá 60 dias para elaborar um relatório que será encaminhado à direção da companhia e ao governo federal.”

(G1 – 18/11/2015)

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