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Fitch mantém nota da Petrobras, com perspectiva negativa

A Fitch Ratings reafirmou nesta quinta-feira (15) a nota “BBB-” da Petrobras, com perspectiva negativa. Com isso, a agência de classificação de risco manteve o selo de bom pagador para a petroleira e igualou o rating da empresa com o da nota de crédito do Brasil.

Segundo a agência, a reavaliação já reflete o rebaixamento da nota do Brasil. Pela manhã, a Fitch cortou a nota de crédito soberano do país de “BBB” para “BBB-“, mas ainda dentro do grau de investimento. A perspectiva foi mantida em negativa, o que significa que o país pode voltar a ser rebaixado em um futuro próximo.

“O difícil ambiente político está afetando o progresso da agenda legislativa do governo e criando reações negativas para a economia mais ampla”, destacou a Fitch, em comunicado. Segundo a agência, a nota da Petrobras afeta aproximadamente US$ 50 bilhões em dívida emitida.

Em fevereiro, a Fitch tinha rebaixado a nota da Petrobras em um nível, para o último patamar dentro do grau de investimento, espécie de selo de país bom pagador.

A Fitch destaca que a importância estratégica da estatal para o Brasil, sua posição de liderança no mercado brasileiro de energia e sua reconhecida experiência em exploração e produção de petróleo e gás.

Mas a nota, segundo a agência, leva em conta a fraqueza de proteção ao crédito, exposição a interferências políticas locais e vulnerabilidade a longo prazo às flutuações dos preços internacionais das commodities, risco cambial e concentração de receita no mercado interno.

Além disso, a agência de classificação de risco prevê dificuldade de crédito na estatal pelos próximos dois a três anos devido aos altos níveis da dívida da empresa e preços em baixa do petróleo em nível global.

A Fitch diz esperar que a empresa continue enfrentando vários desafios para alcançar os seus objetivos, tais como superar o impacto do recente escândalo de corrupção, cumprir os compromissos assumidos e obter financiamento externo para rolar os vencimentos de dívida.

De acordo com a agência, novo rebaixamento poderia ocorrer se o Brasil tivesse a nota novamente rebaixada ou se houvesse a percepção de que a ligação entre a estatal e o governo estivesse enfraquecida. Já se o rating do Brasil melhorasse, consequentemente o da Petrobras poderia seguir o mesmo rumo, informou.

(G1 – 15/10/2015)

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