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Empresários sugerem ao G-20 construção de um mundo digital

A Tecnologia de Informação e Comunicações (TIC) é fonte de infinitas oportunidades socioeconômicas para os setores públicos e privados de todo o mundo. A afirmação é da Coalizão B-20, que reúne as principais organizações empresariais e associações independentes da indústria dos países do G-20. Por isso, o grupo aproveita a realização do Fórum Global da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), nestas terça e quarta-feira (2 e 3), em Paris, para apresentar uma série de iniciativas capazes de destravar o enorme potencial da economia digital e beneficiar o maior número possível de cidadãos.

Segundo o presidente da Câmara de Comércio e presidente do B-20, o canadense Perrin Beatty, a economia digital é um tema transversal e facilitador de crescimento em quase todos os setores. “Os impactos chegam a quase todas as áreas do mundo dos negócios, entre elas de comércio, infraestrutura e de investimento, financiamento, emprego, anticorrupção, além de pequenas e médias empresas e empreendedorismo”, disse Beatty.

No documento Economia Digital – o condutor para o Crescimento, o B-20 reconhece a digitalização como um fator-chave para a promoção da integração global, a redução de custos e o desenvolvimento de novos modelos de negócios. Além disso, ajuda a criar postos de trabalho, reduzir as incertezas e riscos da produção, aumentar a possibilidade de escolha do consumidor, promover a concorrência, aumentar a eficiência dos serviços públicos e da produtividade global de todos os setores e simplificar processos de arrecadação fiscal. Também tem reflexos positivos para a sustentabilidade, a melhoria da qualidade de vida e o crescimento econômico.

Beatty observa que há preocupações crescentes sobre a velocidade com que as tecnologias digitais estão mudando a forma de fazer negócios e de interação entre empresas e países. “É importante que levemos em conta os receios de alguns consumidores, empresas e administradores públicos sobre bens e serviços digitais”, destacou Beatty. “A crescente adoção das tecnologias digitais por parte das empresas é muito importante para o crescimento econômico, mas devemos estar conscientes da necessidade de gerir os seus efeitos disruptivos”, acrescentou.

Assim, o B-20 convida empresas, empreendedores, investidores e governos a trabalhar em conjunto para ajudar as economias do G-20 a criar normas para a economia digital, a fim de garantir seu potencial como ferramenta de desenvolvimento sustentável em todo o mundo. Para atingir estes objetivos, o B-20 identificou oito áreas-chave e sugere medidas para a implementação de uma agenda digital global. As áreas são:

Proteção de criatividade e inovação
Ampliação do conhecimento e da prospecção de novas habilidades
Construção de múltiplos sistemas tecnológicos para pequenas e médias empresas
Facilitação em investimento e infraestrutura
Proteção do meio ambiente digital
Expansão de fronteiras
Questões fiscais
Legislação no mundo digital

PRIORIDADES – A economia digital é uma das prioridades do B-20 para 2015 e identificou três áreas de ação. Uma é segurança em TI, por ser uma das maiores preocupações na implementação da agenda digital. A outra são os padrões globais, porque um mundo cada vez mais interligado precisa de normas comuns. E, finalmente, as cidades inteligentes, porque o futuro está na construção de cidades mais sustentáveis e eficientes.

(Agência CNI de Notícias – 02/06/2015)

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