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Educação é importante para promoção dos direitos humanos, diz vice-presidente da CNI

A educação é questão prioritária para promover o respeito aos direitos humanos nas empresas e em toda a sociedade. A afirmação foi feita por Jorge Parente, presidente do Conselho Temático de Responsabilidade Social da Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta quarta-feira (16), durante o Seminário de Empresas e Direitos Humanos, promovido pela União Europeia na sede da CNI, em Brasília. O evento buscou sensibilizar empresários e governo sobre boas práticas em governança empresarial para direitos humanos.

Parente destacou que o tema educação é foco de atuação do conselho da CNI, juntamente com a conscientização de empresas para a responsabilidade social, integridade e combate à corrupção e gestão social da cadeia de valor. “Precisamos entender a educação em sentido amplo, que contemple questões como respeito e direitos humanos”, afirmou Parente.

Ele destacou ainda o papel do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), que teve aproximadamente 4 milhões de matrículas em 2014, e do Serviço Social da Indústria (SESI), com ações de saúde e segurança no trabalho e na oferta de educação básica a mais de 200 mil crianças e jovens em todo o país.

A opinião foi compartilhada por Pedro Ortún, assessor especial para assuntos de Responsabilidade Social Corporativa da DG Growth. Segundo ele, a educação que contemple o respeito aos direitos humanos deve ser continuada. “A educação contínua é central para promover a ética e o respeito aos direitos humanos entre as pessoas, seja como cidadãos, trabalhadores, gestores ou políticos.”

Luciana Costa,A Fiat Crysler capacitou mais de 100 mil empregados no tema direitos humanos em suas fábricas, disse Luciana Costa PRÁTICAS – Ações educativas em direitos humanos são aspectos contemplados por empresas como a Fiat Crysler, a Siemens e o banco Santander. A Fiat Crysler, por exemplo, capacitou mais de 100 mil empregados no tema em suas fábricas espalhadas pelo mundo. “O tema direitos humanos está entre os temas prioritários apontados pelos nossos públicos de interesse”, destacou Luciana Costa, da área de Comunicação Corporativa, Relações com a Comunidade e Sustentabilidade da empresa no Brasil.

No caso do banco Santander, além do engajamento de funcionários e fornecedores para práticas que contemplem o respeito aos direitos humanos, a empresa estende essa preocupação aos clientes. “Por exemplo, no acesso ao crédito para empresas, podemos negá-lo a negócios que não obedecem a critérios de trabalho decente e de sustentabilidade ambiental”, contou Linda Marasawa, responsável pela área de Sustentabilidade da empresa no Brasil.

Já a Nokia criou seu código de conduta, com linguagem fácil e para acesso em smartphones, o que facilita o acesso por empregados e fornecedores da empresa em todo o mundo. “Se alguém estiver em reunião em um lugar distante e precisar consultar sobre determinadas práticas que são ou não aceitas pela empresa, podem tirar suas dúvidas rapidamente”, explicou Cleri Inhauser, diretor-nacional e chefe de estratégia e operações empresariais.

Também participaram do evento o ministro Pepe Vargas, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Stacros Lambrinidis, representante Especial da União Europeia para os Direitos Humanos, e Puvan Selvanathan, do Serviço do Alto Comissário para os Direitos Humanos das Nações Unidas.

(Agência CNI de Notícias – 17/09/2015)

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