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Bovespa fecha em queda e termina novembro no vermelho

A Bovespa fechou a segunda-feira (30) e o mês em queda, praticamente revertendo os ganhos de outubro, em meio a persistentes incertezas políticas e preocupações com o quadro fiscal no Brasil, além de viés negativo em mercados emergentes.

Destaques

Perto do fechamento, a ação preferencial da Vale caía mais de 3%, após os preços do minério de ferro no mercado à vista da China recuarem nesta segunda-feira para uma nova mínima de 10 anos.

Preocupações sobre o impacto do desastre da Samarco adicionavam pressão negativa, em particular após os governos federal e de Minas Gerais e Espírito Santo decidirem abrir processo de R$ 20 bilhões contra a Vale, a anglo-australiana BHP Billiton e a Samarco para revitalizar o Rio Doce.

Já as ações da Petrobras subiram mais de 1%. Nesta segunda, a estatal anunciou que o presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Murilo Ferreira, que estava em licença desde setembro, renunciou ao cargo. Ferreira também ocupa o posto de presidente-executivo da mineradora Vale.

Bradesco caiu mais 1%, em nova sessão de perdas no setor bancário, contaminado pelo forte declínio de sua holding Bradespar, que recuava cerca de 6% por apreensões ligadas à Vale, da qual é uma das principais acionistas. O papel também segue afetado pela aversão a risco no segmento bancário como um todo ante desdobramentos da Lava Jato, em particular após a prisão do banqueiro André Esteves, do BTG Pactual.

JBS perdeu 6%, com reportagem da Folha de S.Paulo afirmando que o Tribunal de Contas da União encontrou indício de que o apoio do BNDES à empresa de alimentes pode ter lesado o banco de fomento estatal em pelo menos R$ 847,7 milhões.

Cenário doméstico

Na visão da Guide Investimentos, o foco segue em desdobramentos da operação Lava Jato, que investiga escândalo bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras, funcionários da estatal, executivos de empreiteiras e políticos, “com imprevisíveis consequências”.

A expectativa de que sejam votadas na terça-feira no Congresso Nacional a mudança da meta fiscal de 2015 e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016 adicionava nervosismo. A não votação da meta levou o governo a anunciar na sexta-feira um contingenciamento de mais de 10 bilhões de reais.

Nesta semana, representantes da agência de classificação de risco Standard & Poor’s estarão no Brasil, o que endossava o viés defensivo nos negócios.

(G1 – 30/11/2015)

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