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Bovespa acentua queda após fala de Eduardo Cunha e fecha em queda

O principal índice da Bovespa fechou em queda nesta sexta-feira (17), com Petrobras entre as maiores pressões de baixa, em meio à deterioração no cenário político doméstico e após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar seu rompimento com o governo.

O Ibovespa, principal indicador da bolsa, caiu 1,37%, aos 52.341 pontos. Mais cedo, chegou a subir 0,4%. Veja cotação. Na semana, a bolsa caiu 0,47%.

As ações da Petrobras estavam entre as maiores influências negativas perto do fim do pregão, caindo mais de 4%, em meio à queda do preço do petróleo e após a estatal divulgar na véspera que pagou R$ 1,6 bilhão à Receita Federal por conta de uma autuação relativa a operações com controladas no exterior. De acordo com a estatal, o pagamento terá um efeito negativo de R$ 1,4 bilhão no resultado do segundo trimestre de 2015.

Cenário de incertezas

A decisão de Cunha de romper com o governo adicionava incertezas no ambiente político já conturbado. A decisão foi tomada depois do deputado ser acusado na quinta-feira (16) por um dos delatores da operação Lava Jato de pedir US$ 5 milhões em propina.

“Foi mais um capítulo de que a governabilidade está muito difícil e que tende a piorar ainda mais, elevando incertezas principalmente sobre o necessário ajuste fiscal”, disse à Reuters o gestor Eduardo Roche, da Canepa Asset Management.

“Essa nova confusão vem em um momento delicado, com a Moody’s no país. A dúvida é quanto isso pode ainda afetar a avaliação da agência”, acrescentou, referindo-se à missão da agência de classificação de risco no país nesta semana.

A expectativa para a divulgação da avaliação da agência de risco Moody’s após visita ao país, com analistas considerando elevadas as chances de um rebaixamento do rating brasileiro, endossava o conservadorismo no pregão local, segundo a agência Reuters.

A Moody’s avalia o Brasil como “Baa2”, com perspectiva negativa, e analistas veem como elevada a chance de corte na nota para “Baa3”, que deixaria o país na última classificação dentro do grau de investimento.
“A renovada incerteza política no Brasil está aumentando hoje e revertendo um período de complacência dos investidores em ativos de risco locais”, disse o JPMorgan, em nota a clientes, segundo a Reuters, afirmando que teve vários clientes perguntando sobre formas mais eficazes e personalizadas em termos de custos para vender ou se proteger de Brasil.

No cenário econômico, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou que a atidade brasileira ficou praticamente estagnada em maio na comparação com o mês anterior, em resultado abaixo do esperado.

(G1 – 17/07/2015)

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