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Acordo assinado hoje aumentará investimentos entre Brasil e Chile, avalia CNI

Os acordos são o melhor caminho para o Brasil ampliar o comércio exterior. A assinatura do Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) atende a um dos principais pleitos dos setores empresariais de Brasil e Chile. Essa é a avaliação do diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi. O acordo foi assinado nesta segunda-feira (23), em Santiago do Chile, pelos governos dos dois países. “Esses tratados são essenciais para ampliar o comércio, estimular os negócios bilaterais e dar mais segurança ao investimento”, afirma Abijaodi.

A CNI e o Fórum das Empresas Transacionais (FET) entendem que esse é um instrumento adequado para aumentar a proteção jurídica aos investimentos dos dois lados, além de facilitar e dar transparência às informações e melhorar o apoio governamental às empresas investidoras.

O estudo da CNI Interesses da Indústria na América do Sul: investimentos mostra que Argentina e Chile são os principais destinos de investimentos dos empresários brasileiros na região. Enquanto há uma tendência de queda dos recursos investidos na Argentina, tanto o fluxo quanto o estoque de capital aumentam para o Chile. No entanto, o Brasil é o sétimo maior investidor no Chile, com US$ 4,3 bilhões e participação de 2,7% no mercado, o que demonstra o potencial a ser aproveitado. Atualmente, há mais de 70 empresas brasileiras instaladas naquele país, principalmente nos setores de energia, serviços financeiros, alimentos, mineração, siderurgia, construção civil e farmacêutico.

O traço mais marcante da relação bilateral em investimentos é o volume crescente do capital chileno para o Brasil que atingiu a marca de US$ 25 bilhões em estoques, principalmente nos setores de transportes aéreos, varejo e financeiro. Nos últimos dez anos, o fluxo de comércio entre o Brasil e o Chile aumentou 130%, atingindo US$ 9 bilhões.

​​NOVA PAUTA – A CNI avalia que a assinatura do ACFI abre caminho para avançar na agenda e na integração estratégica entre a Aliança do Pacífico e o Brasil, anunciada pelos dois governo há um ano. Também é necessário ampliar o tratado de livre comércio entre Mercosul e Chile, para um “acordo 2.0”, que reflita a nova realidade do mundo, com negociações sobrecompras governamentais, propriedade intelectual, barreiras técnicas, sanitárias e fitossanitárias e investimentos.

A indústria também defende a revisão do Convênio sobre Transportes Marítimos, firmado entre o Brasil e o Chile em 1974. Esse tratado limita o mercado de frete marítimo. “A reserva de cargas no comércio bilateral marítimo aos navios de bandeiras chilena e brasileira inibe a competição entre as empresas de navegação e eleva o valor do frete. Defendemos a abertura do mercado de frete marítimo”, diz Abijaodi.

(Agência CNI de Notícias – 23/11/2015)

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