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5 rotas para a região Centro-Oeste economizar com transporte de cargas

A economia do Centro-Oeste cresceu acima da média nacional, nas últimas décadas, puxada pelo acentuado aumento da produtividade no campo e a expansão da agroindústria. Distante dos portos e com boa parte da produção destinada a mercados externos, a região necessita de rotas para o litoral para assegurar que cargas transitem com agilidade, eficiência e com custos de transporte mais competitivos. Esses projetos de infraestrutura que ajudarão o país a ser mais eficiente são apontados pelo estudo Centro-Oeste Competitivo, divulgado em 2013.

Realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelas federações estaduais de indústria da região, o trabalho identificou 106 obras urgentes, incluindo rodovias, ferrovias, hidrovias e portos. Os projetos representam um investimento total de R$ 36,4 bilhões e consolidariam 10 rotas entre os principais centros produtivos da região e seus destinos. Para a economia da região, esses eixos de transportes ajudariam a reduzir em até R$ 6 bilhões anuais (9% do total) os custos para movimentação de cargas na região, em 2020.

Este é o quarto capítulo da série que a Agência CNI de Notícias publica com as principais conclusões dos estudos sobre a infraestrutura das regiões Norte, Sul, Nordeste e Centro-Oeste. O estudo Sudeste Competitivo, ainda inédito, será divulgado no dia 26 de outubro, em Belo Horizonte. Até lá, acompanhe as principais necessidades do país para o setor de transporte de cargas. Nesta edição, os projetos prioritários para a região Centro-Oeste:

1. BR-163: via Miritituba, Santarém e Vila do Conde (PA)

Principal ligação do Centro-Oeste com o Norte do país, não está totalmente pavimentada no Pará. Uma vez concluída, viabilizará rota para a produção agrícola do norte de Mato Grosso até a hidrovia do Rio Tapajós.
Investimento: R$ 3,8 bilhões
Economia anual: R$ 2,2 bilhões (com base na movimentação de cargas projetada para 2020)

2. Ferrovia Norte-Sul: De Açailândia (MA) a Vila do Conde (PA)

A construção deste trecho consolidaria a FNS como espinha dorsal do transporte ferroviário, firmando rota estratégica para escoar a produção de importantes polos agroindustriais pelo Porto de Vila do Conde, no Pará.
Investimento: R$ 4,8 bilhões
Economia anual: R$ 361,3 milhões (2020)

3. BR-364 e Hidrovia do Madeira

A rodovia liga o oeste de Mato Grosso a Porto Velho (RO), conectando importantes polos agroindustriais à via fluvial mais movimentada da Bacia do Amazonas. A rodovia e a hidrovia precisam de obras de melhorias.
Investimento: R$ 3,1 bilhão
Economia anual: R$ 1,3 bilhão (2020)

4. Hidrovia Juruena-Tapajós

A rota fluvial ainda não é navegável, mas permitiria escoar a produção do norte de Mato Grosso até o litoral do Pará, criando uma rota ágil e barata para exportação de produtos agrícolas pela foz do Rio Amazonas.
Investimento: R$ 6,1 bilhões
Economia anual: R$ 3,3 bilhões (2020)

5. Hidrovia do Rio Paraguai, a partir de Sto. Antônio das Lendas (MT)

O via fluvial é utilizada para movimentar cargas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, passando por Bolívia, Paraguai e Argentina até a foz do Rio da Prata, mas precisa de melhorias para navegabilidade.
Investimento: R$ 1,1 bilhão
Economia anual: R$ 1 bilhão (2020)

(Agência CNI de Notícias – 22/10/2015)

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